O Blended Whisky como a própria expressão sugere é uma mistura de Whisky de Grão com Whisky de Malte. Representa hoje mais de 85% do total de Whisky produzido na Escócia e a sua grande expansão dá-se na sequência de 3 momentos chave:
- A invenção do “patent still” em 1830 que permitiu um processo revolucionário de destilação, muito mais produtivo que o tradicional “pot still”
- A revogação em 1846 de uma lei que impedia a destilação de milho com o qual verdadeiramente funcionavam os “patent still”.
- A razia imposta pela filoxera aos vinhedos de Cognac em 1863, o que obrigou os comerciantes a buscar alternativas, mesmo a jeito para serem aproveitadas pela emergente indústria do Whisky Escocês.
Foi Andrew Usher quem primeiro ensaiou o loteamento de Whiskies de Grão e de Malte na sua qualidade de agente de George Smith da Glenlivet. Foram de facto os grandes “wine & spirit merchants” que expandiram o mercado, fazendo os seus lotes de Grão e Maltes. Por um lado aproveitando as novas oportunidades industriais que o “patent still” proporcionava e por outro concebendo produtos mais ligeiros e fáceis de beber do que os poderosos e fumarentos Maltes, nem sempre do agrado do consumidor de então. John Walker (1820), George Ballantine (1827), William Teacher (1830), James Chivas (1839), John Dewar (1846) são apenas alguns dos nomes que evoluiram para marcas hoje mundialmente famosas, empreendedores verdadeiramente visionários e que assumiram riscos consideráveis para internacionalizar os seus produtos. Constituem a génese dos Blends de hoje.
À semelhança do que se passa em áreas como a dos chás, dos cafés, dos perfumes ou dos vinhos, o Blending é uma verdadeira arte.
É este o trabalho do Master Blender que consiste em seleccionar os cascos adequados tendo em conta as características de cada um e do produto final que se pretende obter.












